segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Narrativas de Macau (1)








Existe algo que nos completa. Quem o procura, por além da ilusão, encontra o belo, o rude e o distante. O incenso percorre as ruas, em companhia silenciosa, e a fotografia tende a captar frames de uma intensidade inquieta. Não é tanto o que se vê, apenas o que se sente. Numa contemplação exasperada, descrevem-se sensações mais ou menos ténues, mais ou menos palpáveis de uma atmosfera repleta, quase abafante. Os passos apressam-se, quando se desejam expressivos, os corpos defrontam-se numa proximidade indesejada. Eles são assim, as coisas aqui são assim - insistem em dizer-me. Eu observo as ruas, contemplo o céu e misturo-me na multidão. Não passo de uma estrangeira na terra que também foi de Camões.




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