
quinta-feira, 10 de março de 2011
Bem vindo e boa viagem

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Registos de Fim do Ano

De trabalhos bem mais esquecidos, passava ontem pelas noites da RTP uma obra muito particular de Keira Knightley, a querer mostrar que consegue ser muito mais que a menina bonita dos Piratas ou a protagonista de dramas de época. Falta-lhe alguma garra, digamos, algum carisma, no seu Domino. Esforça-se e nota-se-lhe o esforço, mas não consegue sair do registo da "girl next door", demasiado querida, demasiado fofinha, demasiado a querer agradar para que a personagem se torne convincente. E o filme, cuja ideia até era interessante e a concepção está carismática, perde com a falta de peso da personagem feminina. Na maioria das vezes parece que estamos a ver a Elisabete Bennett aos gritos ou a tentar mostrar que está zangada. É sensual sim e o lado de Beverly Hills 90210 é conseguido, mas não o outro, o que se queria verdadeiro, da caçadora de prémios. Falta-lhe intensidade, verdadeiro gozo pela profissão que escolheu. Há demasiado esforço em querer parecer sensual. Ela já o é. Tudo o resto soa a falso e ele parece mais frágil do que propriamente a mulher forte e capaz de tudo que se pretendia.
Mas enfim, talvez fosse mesmo essa a ideia. O filme não está mau e tem alguns momentos particulares, sendo que as restantes personagens estão bem conseguidas. A realização é um pouco psicótica, talvez demais, e falha-se pelo exagero. Mas valoriza um argumento algo pobre e sem grande entusiasmo, que cai nos clichés tradicionais.

Para o registo do fim de ano, fica uma fotografia interessante e uma película que procura ser original, ainda que se fique pela rama. Vale pela Keira, apesar de tudo, que mesmo assim consegue prometer. Julgo que a menina está mais para papéis dramáticos do que de porrada e a vontade de fazer algo diferente é boa, mas para já ser sexy não chega e é preciso , talvez, ter carisma para ir mais longe.
sábado, 18 de dezembro de 2010
A Melhor Cena de um Filme: Nas crises e em outras guerras
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Uma daquelas poesias

Por isso existem filmes que apesar de serem muito iguais a tantos outros nos encantam pelo modo como estão construídos, a realização, a fotografia ou mesmo o carisma dos actores. Nos últimos tempos, de cada vez que me perco por uma sala de cinema, venho profundamente desanimada com a oferta que encontro. Domina-me uma sensação de dejá vu que mesmo a esperança em ser surpreendida não consegue contrair. Os rotos são sempre os mesmos, os enredos fastidiosos e todo o cenário muito comercial. Vamos ao cinema por ir, para ter um programa para a noite, e não por existir qualquer coisa de extraordinário que nos fascine.
No outro dia fui ver o Americano. A escolha pendeu entre este e o A Tempo e Horas, qualquer um sem muita novidade. Mas lá decidimos ir passear um pouco pelas paisagens italianas e procurar descobrir se o George Clonney ainda tem mais que oferecer para além de um Nexpresso.
O George...já tem uns anitos. O senhor que me perdoe, mas o glamour está-se a perder com o tempo e talvez seja altura de procurar papéis menos à James Bond. Mas talvez aquele aspecto de cansaço se devesse à própria personagem. Não creio, em todo o caso.
O Americano segue o caminho de muitos filmes do género e no final da primeira parte já só me apetecia recostar-me a dormir uma sesta. Ainda bem que não o fiz. É um trabalho que ganha valor pela abordagem da realização e pela fotografia, pelo modo como a narrativa é contada, com algumas tiradas espirituosas que apenas os amantes de cinema podem compreender. Por isso, ao fim de vários meses, saí da sala com a sensação efectiva de que valeu o tempo, o dinheiro e a deslocação. Pois está um trabalho feito com gosto, com esforço e dedicação, um encanto para os olhos e ouvidos, pois até a banda-sonora merece um pequeno aplauso.
Que ninguém espere ir impressionar-se. Mas quem seja amante de cinema que se recoste e aprecie. O filme vale a pena.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Um ano e alguns meses depois...

Não sei se o Dr. Sérgio Ribeiro se recorda da tímida visita ou do efeito que ela teve em decisões futuras, mas nove anos depois estava de partida para Macau e, meses mais tarde, em O MIRANTE. Um ano passado sobre toda uma série de vivências, a escrita até pode nem ser excelente, mas vão-se guardando algumas histórias.
Primeiro foi o impacto da mudança. Ourém era a mesma que eu conhecia da infância e da adolescência, mas tinha novos rostos, novas causas e uma linguagem diferente daquela a que me habituara a conhecer. Acabada de chegar da terra onde tudo fervilha, onde parece que a Europa vai envelhecendo à sombra de causas perdidas, voltava à pacatez das mudanças que podem até nem ser grandiosas, mas são marcantes. No fundo, tudo era novidade e se mais tarde não me recordar da maioria das peças que escrevi ou das questões com que lidei ao longo de um ano de estágio, poderei sempre começar por contar que também eu regressei a Ourém num momento de viragem. A todos os níveis.
Depois, foram as pessoas. Os chineses pareciam-me desconfiados, não se entregam, escondem com vergonha o que lhes pode roubar a face. Sorriem quando deviam explodir e ficamos sempre com aquela sensação indesejável de que, em Portugal, já estaríamos à porta. No percorrer das aldeias, tantas vezes meio perdida nos pinhais e em estradas escondidas, era o gosto de estar sobretudo em casa. Até me podiam colocar à porta, mas ao menos sabia os nomes que me estavam a chamar durante o percurso.

Por fim foi o trabalho, com uma rotina diferente da que me ensinaram em Macau. Há questões que nunca mudam e os protagonistas são, em geral, os mesmos. O presidente, os que o rodeiam, a associação, a igreja, as organizações, a população, os jornalistas…e aquela figura mais ou menos carismática que há sempre em cada terra. Só mudou no fundo a língua e a forma como se exprimem as fontes.
E porque não lembrar também o distrito, tão afastado das gentes de Ourém, que se habituou a ver em Leiria a sua segunda casa! Nova descoberta, esta muitas vezes com surpresa. Que sirva de convite para conhecer o que existe mais a Sul, que por vezes parece inóspito mas que tem grandes encantos. De terra em terra, com ou sem indicações, com ou sem vidros partidos e desastres automóveis a registar, foram-se conhecendo lugares que podiam entrar em muitos filmes americanos. E andei eu do outro lado do mundo…
Assim poderia contar daquele dia em que no meio de uma manifestação, no meio da rua, me impedem de tirar fotografias; ou de momentos caricatos na serra de Alburitel, Ourém, em plena tempestade, onde se tentou concluir a custo uma visita camarária; de horas perdidas em conversas com pessoas extraordinárias e que fazem valer a pena todas as linhas gastas a contar as suas vidas. Mas fico-me pelas impressões do ano de estágio, que provavelmente vão mudar no futuro, mas que orientaram todos os meses de trabalho que vivi até hoje.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Angry Young Men
"I suppose people of our generation aren't able to die for good causes any longer. We had all that done for us, in the thirties and the forties, when we were still kids. There aren't any good, brave causes left".Li o livro de um assentada numa tarde de domingo. Aqueles jovens irados não diferiam muito de uma geração à qual em parte me identificava. Ainda há grandes causas pelas quais morrer? Sim, claro! Mas estamos tão cansados das lutas dos nossos pais e avós, vivendo numa sociedade que já em si nos coloca tantos obstáculos, que crescemos conformados com o que obtemos. Digamos...estamos demasiado preocupados com as nossas pequenas batalhas individuais para pensarmos em sofrer pelo colectivo. Somos mais egoistas? Talvez. Andamos zangados, irados por isso? Não. Andamos frustrados. Queremos tanto, batalhamos tanto e nunca nos satisfazemos. 50 anos passaram e continuamos desorientados.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A melhor cena de um Filme - No fim das monarquias
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
No fim de uma viagem
teleira sem que lhe mostrem o devido interesse. Não tanto por alguém por estes lados precisar de uma dose de auto-ajuda, mas porque ver de novo a Júlia Roberts no grande ecrã tinha a sua dose de interesse. Confesso que foi mais esse privilégio que o filme em si que me levou a perder o meu tempo no cinema. Esperava uma filosofia barata, uma redescoberta interior fastidiosa e já por demais batida e um final feliz à Hollywood.quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Os que falam

Há pessoas que gostam de falar. Outras nem tanto. Há os que respondem mal e sem educação. Há os que dizem o que queremos ouvir e outros que desabafam com tamanha inocência que nos sentimos de parte com o diabo por aceitarmos tais confidências. Mas toda a gente tem qualquer coisa a dizer. De mal, de bem, sem nexo ou a maior estupidez possível. Às vezes seria preferível ficar calado. Mas enfim, muitas vezes temos mesmo que falar.
Há uns dias numa ocasião pública encontrei um desses seres que gostam de falar e opinar sobre tudo, mesmo que não tenham razão nenhuma. A pinguita da meia-noite também não deve ter ajudado. Uns riram-se, outros abanaram a cabeça, alguns saíram. Cada um gere à sua maneira as necessidades de expressão do vizinho. Nem sempre traz bons resultados, mas há quem não saiba estar calado.
Lembrei-me dessa figura singular que é o Alvy Singer e desse filme de culto que é a "Annie Hall". Não gostei lá muito da película, ainda que lhe reconheça o seu mérito e as características inconfundíveis do protagonista. Que não sabia estar calado, sem dúvida, um grande inconformado com tudo o que o rodeava e os mistérios insondáveis das relações amorosas, tão confusas quanto ele próprio. Mas demos-lhe o mérito, pelo menos exprimia-se, nada ficava por dizer. De forma desajeitada, muitas vezes sem qualquer nexo, mas com o seu encanto e a necessidade quase gritante de que reparassem nele e na sua busca incansável por respostas.
Daí que quando falamos e contamos a verdade à nossa maneira, talvez queiramos ser um pouco desse Alvy Singer na sua demanda pelos ovos. No fundo, só queremos que nos entendam. E já agora, que reparem que existimos. Ainda que seja parvoíce, ainda que nos arrependamos do que dizemos.
É capaz de ser boa noite para encontrar de novo a cara Annie Hall e dar uma volta por Manhattan ...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
E vão três
Depois da meia-noite
A vida não anda fácil e para quem vai gostando de escrever umas coisitas menos sérias torna-se complicado manter um blogue. Como dizia há uns tempos uma personagem carismática das blogosfera cinematográfica, ter um blogue é mais ou menos como ter um filho. Pelo que com altos e baixos, esta página vai sobrevivendo a umas quantas convulsões, até porque tenho a minha dose de teimosia e gosto de levar as coisas adiante. Mais um período sem actualização, mais uma renovada no visual.
As idas ao cinema têm sido muito poucas e o videoclube cá da terra já começa a estranhar a prolongada ausência de duas das suas consumidoras. Tenhamos paciência, isto o tempo não dá para tudo e a oferta é tanta que chegar e escolher apenas um torna-se difícil. E nem tudo vale a pena! Nota-se cada vez mais essa badalada falta de ideias e novos conceitos que vai invadindo as terras do Tio Sam. Remake atrás de remake, sequela atrás de sequela, 10/20 anos depois do filme original, obras divididas em duas…para ir puxado o filão. Cansa, perde-se o entusiasmo. Teve piada no início, agora está a tornar-se cada vez mais do mesmo.
Não, não fui ver o filme do momento, “Wall Street”, nem penso que vá gastar uns euritos com a obra. Há uns dias apanhei a sessão da meia-noite e na falta de oferta variada fomos ver o “Salt”. Não sabia bem do que se tratava, não tinha visto o trailer e como o momento valeu pela companhia qualquer filme servia. Tinha a película começado há 5 minutos e já eu comentava para a pessoa do lado que na falta do inimigo russo, lá se tinham virado os americanos para os coreanos.
Erro crasso!! Eram mesmo os russos, o bode expiatório do costume, com uma teoria da conspiração das antigas. É tempo de pensar se a indústria não precisa da sua dose de terapia, o muro caiu há 20 anos, estava na altura de ultrapassar o trauma. Mas enfim, a Angelina dá a sua dose de interesse ao filme.
Lembrei-me na ocasião que originalmente o papel de Salt era para ser desempenhado por um homem, julgo até que pelo Tom Cruise ou algum actor do género. A versão feminina dá sempre outro encanto à história e mesmo alguma coerência.
Na tentativa de revitalizar um bocado este espaço, deixa-se a sugestão. Não tanto pelos encantos da película, com um enredo ultrapassado à James Bond, mas para quem gosta de ir ao cinema depois da meia noite.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
No fim do Verão

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Momento da Semana - A Origem

segunda-feira, 5 de julho de 2010
Momentos

São as questões da força ética
Com que brinco sem saber
O Homero
A Odisseia
Há muito deixaram de me envolver
São os tempos do faz de conta
Que já não se podem catalogar
Os oceanos
E as suas histórias
Deixaram de ter segredos para me contar
É a dor de alma porque nela se fere
As pequenas coisas do nada saber
Sendo piedosa, mulher solene
Vive-se pelo que de correcto
Se julga viver
Os tempos perderam o verbo
Que em conjugações fazia o seu julgar
A página permanece em branco e ciente
De que aquilo que se escrever
Será eterno
Cedo demais
Ou tarde
Se compôs a obra da vida
As decisões que nos cabem
Em vão são certas e sábias
Não queria o meu mundo
Decair em tristes mágoas.
domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A melhor cena de um Filme XIV - Crianças
O título não é a tradução literal, mas assenta melhor que o original, não acham?
(a melhor parte: os seguranças atrás do DJ)


