segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sonata sem nome

Só para me lembrar que existo
que não decaí numa insignificância absurda
por muito que me permita
em nada mais sei
que a Terra muda


olhar por olhar o solo
da constância aniquilante
do ardor mesquinho
cresce, aparece e anseia
em vão se quer controlar o destino

depois da mágoa, depois da recodação
depois de dor, depois de uma estranha paixão
os dias correm em velocidade tamanha
que me questiono se é certa
esta minha exaltação.
o dia de sol já sobe
e desce enfim a penumbra
do noveiro se povoa agora
uma sensível inconstância futura

Ouve-me
sussurro-te detalhes de mim
estou só
e desejas-me assim...

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