terça-feira, 5 de outubro de 2010
A melhor cena de um Filme - No fim das monarquias
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
No fim de uma viagem
teleira sem que lhe mostrem o devido interesse. Não tanto por alguém por estes lados precisar de uma dose de auto-ajuda, mas porque ver de novo a Júlia Roberts no grande ecrã tinha a sua dose de interesse. Confesso que foi mais esse privilégio que o filme em si que me levou a perder o meu tempo no cinema. Esperava uma filosofia barata, uma redescoberta interior fastidiosa e já por demais batida e um final feliz à Hollywood.quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Os que falam

Há pessoas que gostam de falar. Outras nem tanto. Há os que respondem mal e sem educação. Há os que dizem o que queremos ouvir e outros que desabafam com tamanha inocência que nos sentimos de parte com o diabo por aceitarmos tais confidências. Mas toda a gente tem qualquer coisa a dizer. De mal, de bem, sem nexo ou a maior estupidez possível. Às vezes seria preferível ficar calado. Mas enfim, muitas vezes temos mesmo que falar.
Há uns dias numa ocasião pública encontrei um desses seres que gostam de falar e opinar sobre tudo, mesmo que não tenham razão nenhuma. A pinguita da meia-noite também não deve ter ajudado. Uns riram-se, outros abanaram a cabeça, alguns saíram. Cada um gere à sua maneira as necessidades de expressão do vizinho. Nem sempre traz bons resultados, mas há quem não saiba estar calado.
Lembrei-me dessa figura singular que é o Alvy Singer e desse filme de culto que é a "Annie Hall". Não gostei lá muito da película, ainda que lhe reconheça o seu mérito e as características inconfundíveis do protagonista. Que não sabia estar calado, sem dúvida, um grande inconformado com tudo o que o rodeava e os mistérios insondáveis das relações amorosas, tão confusas quanto ele próprio. Mas demos-lhe o mérito, pelo menos exprimia-se, nada ficava por dizer. De forma desajeitada, muitas vezes sem qualquer nexo, mas com o seu encanto e a necessidade quase gritante de que reparassem nele e na sua busca incansável por respostas.
Daí que quando falamos e contamos a verdade à nossa maneira, talvez queiramos ser um pouco desse Alvy Singer na sua demanda pelos ovos. No fundo, só queremos que nos entendam. E já agora, que reparem que existimos. Ainda que seja parvoíce, ainda que nos arrependamos do que dizemos.
É capaz de ser boa noite para encontrar de novo a cara Annie Hall e dar uma volta por Manhattan ...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
E vão três
Depois da meia-noite
A vida não anda fácil e para quem vai gostando de escrever umas coisitas menos sérias torna-se complicado manter um blogue. Como dizia há uns tempos uma personagem carismática das blogosfera cinematográfica, ter um blogue é mais ou menos como ter um filho. Pelo que com altos e baixos, esta página vai sobrevivendo a umas quantas convulsões, até porque tenho a minha dose de teimosia e gosto de levar as coisas adiante. Mais um período sem actualização, mais uma renovada no visual.
As idas ao cinema têm sido muito poucas e o videoclube cá da terra já começa a estranhar a prolongada ausência de duas das suas consumidoras. Tenhamos paciência, isto o tempo não dá para tudo e a oferta é tanta que chegar e escolher apenas um torna-se difícil. E nem tudo vale a pena! Nota-se cada vez mais essa badalada falta de ideias e novos conceitos que vai invadindo as terras do Tio Sam. Remake atrás de remake, sequela atrás de sequela, 10/20 anos depois do filme original, obras divididas em duas…para ir puxado o filão. Cansa, perde-se o entusiasmo. Teve piada no início, agora está a tornar-se cada vez mais do mesmo.
Não, não fui ver o filme do momento, “Wall Street”, nem penso que vá gastar uns euritos com a obra. Há uns dias apanhei a sessão da meia-noite e na falta de oferta variada fomos ver o “Salt”. Não sabia bem do que se tratava, não tinha visto o trailer e como o momento valeu pela companhia qualquer filme servia. Tinha a película começado há 5 minutos e já eu comentava para a pessoa do lado que na falta do inimigo russo, lá se tinham virado os americanos para os coreanos.
Erro crasso!! Eram mesmo os russos, o bode expiatório do costume, com uma teoria da conspiração das antigas. É tempo de pensar se a indústria não precisa da sua dose de terapia, o muro caiu há 20 anos, estava na altura de ultrapassar o trauma. Mas enfim, a Angelina dá a sua dose de interesse ao filme.
Lembrei-me na ocasião que originalmente o papel de Salt era para ser desempenhado por um homem, julgo até que pelo Tom Cruise ou algum actor do género. A versão feminina dá sempre outro encanto à história e mesmo alguma coerência.
Na tentativa de revitalizar um bocado este espaço, deixa-se a sugestão. Não tanto pelos encantos da película, com um enredo ultrapassado à James Bond, mas para quem gosta de ir ao cinema depois da meia noite.
