domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia de São Valentim

E como o dia é dos enamorados, deixo aqui um vídeo romântico.
Em jeito de Cinema Paraiso, é daquelas coisas que se encontram muito pelo youtube. Desafio qualquer um a fazer uma lista de todos os filmes que aqui aparecem.
Eu confesso que não conheço a totalidade, mas identifico a maior parte.
Divirtam-se...

Marta

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A melhor cena de um filme VIII- Homens e Mulheres

Como neste fim-de-semana o amor está no ar, resolvi que não existe nada melhor para este estado de espírito, do que uma boa comedia romântica, daquelas à antiga.
"When Harry met Sally", por cá "Um amor inevitável", corria o ano de 1989, tem, seguramente, um dos melhores argumentos de sempre para este género de cinema. Não fosse o debater da eterna questão... Com uma primeira parte seguramente superior do que a segunda, este filme dá-nos a conhecer uma Meg Ryan em início de carreira e um Billy Cristal bastante mórbido.
Aventurem-se que vale a pena.

E como estamos a falar do assunto o que é certo é que existem diferenças. E se à partida elas são muito óbvias, a verdade é que até nos pequenos pormenores se denota a diferença X\Y

Marta

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tempos de chuva


Opá, mandem os dois para Londres...



sábado, 30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A melhor cena de um filme VII: Mad world

Não vou tecer grandes considerações sobre este filme pois só o vi uma vez e esta é daquelas películas que requer vários visionamentos até alguém poder dar uma opinião.
Deixo sim, aqui, a cena final, que percorre as várias personagens da história cujo protagonista, de alguma forma, marcou. Gostei muito da cena, particularmente da belíssima composição de Gary Jules que se coaduna poeticamente com os acontecimentos.
Para quem ainda não viu o filme, aconselho a que não veja esta cena.



Marta

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Foi só uma ideia...

É o tema das últimas semanas (este e o Haiti). Os vampiros parecem ter-se tornado moda por estas bandas, com recriações mais ou menos próximas da versão americana. Nada contra a exploração do mito, sou sempre a favor de dar asas à imaginação, e até fui fiel seguidora da Buffy noutros tempos. Histórias ligadas a seres extraordinários, fossem deuses gregos ou lobisomens, sempre me fascinaram um pouco, sobretudo devido às lendas que lhes vinham associadas e as insterpretações bastante criativas que em seu torno surgiram. Mostram como um pouco de imaginação e o vínculo à realidade conseguem originar obras e narrativas excelentes, quer tenham ou não sucesso. Quando era mais nova e ia descobrindo estes pedaços mais místicos da cultura ocidental, dava-me sempre enorme gozo reescrever o seu passado, explorando as potencialidades que as personagens desses contos deixavam para o futuro. O conde Drácula, por exemplo, existiu, e se não tinha uns valentes caninos ou um look à Robert Pattison, é sabido que pelo menos possuia uns instintos bastante sanguinários.
Aguentei três temporadas de um "Sobrenatural" que considero ser dono de um argumento bastante fraco pelo simples facto de os mitos e as lendas que exploram me interessarem e, por fim, a quarta série lá me surpreendeu. De uma forma geral, reavivam o interesse sobre velhos contos e tradições populares, que podem nem ser nada de extrordinário mas dizem bastante sobre quem somos e de onde vimos, a massa de que fomos feitos e recordam-nos a nossa triste condição de seres mortais e limitados.
Neste momento, no entanto, está-se a atingir o grau do ridículo. Ainda engulo um "Destino Imortal" que tenta oferecer uma abordagem mais ou menos original ao mito dos vampiros. Agora levar com a mesma dose em todos os canais é um exagero completo e uma notória falta de sentido de competição. Duas séries na RTP, uma na TVI, uma na SIC, sem falar que o cinema também se tem concentrado em explorar o filão Twilight. Nada bate, no entanto, o projecto do canal 3 cujas imagens divulgadas quase fazem pensar que se trata duma paródia à "Lua Nova", com direito a todo o tipo de cópias de momentos e situações que quase se aproximam do plágio.
Enfim, é ridículo o que se passa na produção nacional. Que quisessem entrar na onda do Sobrenatural ainda se compreende. Mas há imenso por onde se explorar e, provavelmente, alcançariam melhores resultados que aqueles que esperam vir a obter. Os vampiros não são os únicos mitos que existem!!!
Lembro-me de um conto bastante interessante da Sophia de Mello Breyner que li quando era mais nova, chamado "A Floresta". Há duendes, há histórias de ladrões, há um segredo, ouro, fé, decepção e até uns requintes de romantismo. Uns ajustes aqui e ali e teriam um argumento bem mais fresco que andar constantemente a remoer no mesmo. Tinham o nome de uma escritora de gabarito, uma história com verdadeira marca nacional e - maravilha das maravilhas - até dava mesmo para meter a malta dos Morangos, uma vez que a história é direccionada aos jovens.
É mesmo necessário continuar a explorarde forma fatigante enredos estrangeiros? Enfim, foi só uma ideia...

Na república dos escravos

É o tema das últimas semanas (este e os vampiros). Não há telejornal, jornal ou emissão noticiosa que não procure lançar os últimos desenvolvimentos sobre o país mais pobre das Américas. No geral, já se revelou de tudo um pouco sobre este Estado em ruínas, que há cerca de 300 anos sobrevive a uma série de convulsões políticas, económicas e climatéricas. Julgo que a palavra correcta é mesmo essa, "sobrevive", uma vez que a nação estava praticamente dependente da ajuda internacional e da ONU. Um daqueles casos em que é realmente necessário procurar a história para conseguir compreender como um país atinge um grau tão elevado de...desgoverno e desorientação.
Não vou começar a criticar o que por lá se passa, quem ajuda mais ou quem ajuda menos, quem quer colonizar ou quem aponta a colonização, se os mantimentos saem ou não do aeroporto, se há ajuda a mais ou a menos ou mesmo se tudo isto, em grande parte, não se está a transformar numa éspecie de movimento global a favor do descanso geral. Não interessa, são assuntos que não sei comentar pela simples razão de que não estou lá, não estou a viver os factos, não estou por dentro das organizações e da cabeça das pessoas. Por muitos noticiários que veja ou notícias que leia, vou continuar sem saber o que se passa no Haiti.
Puxo assim o assunto apenas para fazer uma nota. Em vários momentos tenho reparado nos jornalistas em directo de Port-au-Prince uma certa afectação pelo desprezo geral da população em relação aos vizinhos enterrados nos escombros, salientando o "cada um por si". O país é um dos mais pobres do mundo, neste momento não possui quaisquer estruturas governativas e de apoio social, no ano passado foi atingido por uns três tufões, se não me engano, e a população parece resistir tantos dias à fome pura e simplesmente porque já estão habituados a ela. De certo que não é essa a mensagem que os repórteres querem passar, mas para quem assiste e possui menos estudos e uma compreensão mais limitada daquelas realidades fica a sensação, citando a ideia de uma conversa num circuito mais familiar, de que é tudo "uma cambada de índios e selvagens".
Tenha-se calma nas palavras e nos julgamentos. Quem passa fome e não sabe onde irá dormir, por certo não estará interessada em arranjar outra pessoa, sobretudo desconhecida, que lhe tire os sustento. Temos todos um forte sentimento solidário pelas vítimas do Haiti e ficamos chocados com as suas condições de miséria, mas todos os dias desligamos a televisão, fechamos o jornal e vamos dormir de barriga cheia.